sexta-feira, 26 de abril de 2013

Thoughts


Existem casais tão hot que até dão vontade de ter threesomes com eles.
(devaneios de solteiro?)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Greek Gods


Já o comprei e já o comecei a ler.
Adoro-o, adoro como a educação e a amizade/companheirismo masculino era abordada pelos gregos e adoro a relação entre o Pátroclo e o Aquiles, mesmo ainda sendo crianças, são tão fofinhos *o*
Definitivamente nasci na época errada, a Época Clássica era tão gloriosa.
Recomendo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Capítulo Quatro: A Revolta


“Só me apercebi do que estava a fazer quando ouvi o som do meu dedo e do nariz dele a estalar.” 


Não lhe falei o resto do fim-de-semana e quando segunda-feira chegou, a situação repetiu-se, estava farto das indecisões dele. 
- Então, como foi o resto da noite de sexta? – perguntei a Filipa enquanto nos dirigíamos aos laboratórios de Química. 
- Er… Foi bom, foi bom… - o seu tom de voz era apreensivo. 
- Que se passou? Alguma coisa com o Luís? 
- Não! Tá tudo bem… Ei, Cláudia! – esta passava por nós quando Filipa a interpelou. - Trouxeste aquilo que te pedi? 
- Sim, claro que trouxe! – respondeu a Cláudia até reparar em mim. – Oh, olá Lipe! 
E desapareceram as duas no sentido contrário. Algo se estava a passar e eu não estava a perceber nada, ainda por cima pareciam-me nervosas.

- Ouvi dizer que passaste a noite em casa do Rafa… - perguntou a Raquel enquanto vestíamos a bata para começarmos a experiência. 
Contei-lhe tudo o que se tinha passado, detalhadamente enquanto misturávamos os reagentes no copo de precipitação. 
- Ele é mesmo muito parvo. Parece que tá a brincar com os teus sentimentos. Desculpa do que te vou dizer, mas se ele joga assim contigo, não te merece. Tu esforças-te imenso por ele e ele não reconhece isso. 
- Bem, passaste de advogada de defesa para de acusação? 
- Não, Lipe. Apenas sei ver quando as pessoas já estão a abusar. E o Rafael não se decide e acaba por te magoar. 
- Eu sei disso. Estou farto de o testar e ele continua na mesma, depois quem fica na merda sou eu. Isto tem de mudar. 
- Pois tem. – disse enquanto colocava o copo de precipitação em cima da placa térmica. – Já sei! Tu, eu e a Alex vamos sair esta tarde, vamos ao cinema, pode ser que encontremos um gajo giro para ti. Tu precisas é de encontrar alguém que te faça esquecer o Rafael, alguém que te motive, que te ponha feliz. Alguém que te faça seguir em frente. 
- Concordo. No próximo intervalo falamos com a Alexandra, de certeza que alinha. Se não encontrarmos nenhum gajo de jeito, ao menos estamos os três juntos e divertimo-nos. 
- Eu se fosse a vocês continuava a conversa lá fora porque eu tenho uma aula para dar e esta sublimação tem de acontecer ainda hoje. – disse a professora de Química que se tinha aproximado de nós de sobrancelhas arqueadas, ao aumentar a temperatura da placa. 
Como combinado falámos com a Alexandra no intervalo a seguir à aula e ela concordou, entusiasmada. 
- Mas não se esqueçam que eu tenho namorado. 
- Claro Alex, ninguém vai mandar o teu Tomás à fava. Só tens de nos ajudar a encontrar um gajo bom para o Filipe. Tens namorado mas não és cega, 
- Ok, então encontramo-nos depois das aulas na saída. 
E assim foi, à hora da saída fui com a Raquel ter com a Alexandra e partimos para o centro comercial onde, antes de irmos ao cinema, comemos um belo hambúrguer recheado de calorias e ketchup
Dos filmes em cartaz escolhemos o Lua Nova, embora haja uma escassa probabilidade de encontrar rapazes giros (e até não giros) neste filme. Valha-nos que os atores são jeitosos. 
Depois de suspirarmos pelo corpo bem definido e quente do lobo apaixonado pela presa do sanguessuga, decidimos dar uma volta à beira Tejo para ver as vistas e inspirar um pouco do cheiro de Lisboa e do rio. 
- Sabem? Foi bom combinarmos esta saída, estou farto de estar preso ao Rafael e de só pensar nele e acabo por ignorar as pessoas que realmente me amam. – disse, sorrindo, ao passar com os dedos na barreira de ferro que nos separava da água. Por vezes era salpicado pelas gotas de água que saltavam quando a onda batia fortemente na rocha. Estava frio e o mar inquieto premeditava uma chuva iminente. 
Ambas sorriram e deram-me um abraço apertado. 
- Aconteça o que acontecer, vamos estar sempre aqui ao teu lado, Filipe. – proferiu a Alexandra contra o meu ombro. 
- Somos as tuas melhores amigas. E sabemos que farias o mesmo por nós. – disse Raquel. 
Recolhemo-nos no banco mais próximo, afastando-nos de um par de namorados que se estava literalmente a comer em plena via pública e ainda tinham a ousadia de nos lançarem uns olhares reprovadores. Encostámo-nos, sentindo a leve, mas fria, brisa do outono recém-chegado e foi então que reparei no rapaz que estava sentado a poucos metros de nós. Era moreno, tinha o cabelo curto e castanho, os seus olhos eram verdes a combinar com a camisa axadrezada e os ténis, igualmente dessa cor, para contrastar com as calças de ganga que vestia. Estava relaxado, a aproveitar a brisa e a calma para ler um livro, embalado pelas ondas do rio inquieto. 
- Ele é bué giro, Filipe. – disse Alexandra ao acompanhar o meu olhar e reparar no rapaz desconhecido. 
- Vai lá e pede-lhe o número! Ou o e-mail, ou o Facebook, qualquer coisa! – incentivou a Raquel. 
- Tás parva? O rapaz deve ser heterossexual. 
E foi então que reparei na capa colorida do livro que ele lia com tanta atenção. Reconhecia-a: Ilha Teresa, de Richard Zimler. 
Mas porque raio estaria um rapaz heterossexual a ler um livro sobre uma rapariga portuguesa com tendências suicidas, que se tinha mudado para os EUA, e o seu amigo homossexual brasileiro? 
Foi nesse momento que ele cruza o olhar com o meu e vejo aquele bonito verde brilhante a piscar na pupila. Desvio o olhar, mas não resisto ao jogo de olhares e volto a focá-lo e ele reencontra-se comigo. O rapaz sorri, fecha o livro e levanta-se. 
É então que ele caminha na minha direção e fico aterrado de embaraço. 
- Já leste? – perguntou-me numa voz máscula mas doce, segurando o livro nas mãos. 
- Er… Eu, eu já. – o meu gaguejar, causado pelo meu nervosismo, só tornava a situação ainda mais caricata. 
- Que achaste? – aqueles olhos verdes perfuravam-me a alma, fazendo-me esquecer como se respirava. 
- Bom… Muito bom, gostei imenso. – sorri. 
Ele sorri também e tira um papel do bolso e uma caneta. Rasga um bocado de papel e escreve qualquer coisa no verso. 
- Toma. – diz, entregando-me o papel com um número escrito. – Telefona-me para partilharmos opiniões sobre o livro. 
Pisca-me o olho e segue em direção ao centro comercial. 
- Beeem… Estamos a fazer progressos, senhor engatatão! 
- Também tenho que começar a ler livros desses. – exclama a Raquel, rindo. 
- Que olhos, que pele, que voz… Que rabo! – é tudo o que consigo exclamar ao vê-lo a afastar-se ao longe. 
A viagem de autocarro de regresso a casa foi dominada pelas nossas gargalhadas provocadas pelo engate do rapaz de olhos verdejantes. 

- Então que acharam do filme? – perguntou a Cláudia ao juntarmo-nos à Alexandra, no intervalo de Matemática. 
- Muito fixe, os lobos estavam muito bem-feitos. 
- É bué lindo não é? E aquele Taylor Lautner é tão hot, por Deus! 
- É, tenho de confessar que o fazia ganir. 
- Que porco, Filipe! – exclamou Raquel ao juntar-se a nós. – Então e o rapazinho de ontem? 
- Imagina tu que o verso do papel era um talão de supermercado. Parecia que o rapaz tinha falta de preservativos XXL. 
- Ao menos era dotado. – disse Alexandra. 
- Sim, já toda a gente sabe que gostas deles dotados, Alex. – disse, a olhar para o Tomás que vinha na sua direção para lhe dar um grande beijo, não antes de ela me dar uma cotovelada. 
- Deixa lá, há mais gajos por aí. – disse Raquel, confortando-me. 
- Sim, porque para fuck buddy basta-me a minha amiga Mão
- Isso foi nojento Filipe! – diz Filipa num tom de repulsa. 
- Ei, Filipa! – Rafael aproximava-se de nós. – Importaste de dizer ao maricas do teu amigo para se deixar de paneleirices e fazer o trabalho de Filosofia comigo? É que caso ele não se lembre, somo um par e eu não quero ter negativa à pala dele! 
Só me apercebi do que estava a fazer quando ouvi o som do meu dedo e do nariz dele a estalar. 

PS: Desculpem lá a demora, mas estou, em bom português, a fazer render o peixe. Já agora quem tiver curiosidade acerca do livro falado, pode clicar aqui. Aconselho-o é um livro muito bom, adoro os livros do autor.
O rapaz da foto é aquele que eu imagino como sendo o rapaz que abordou o Filipe.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

oin



Numa entrevista com a Out Magazine, uma revista LGBT, perguntaram a Daniel Radcliffe sobre o seu novo filme Kill Your Darlings no qual Daniel interpreta uma personagem gay.
“Eu nunca vi perguntarem a um ator gay, como é interpretar um heterossexual — no meu ponto de vista não há diferenças em como os homossexuais e os heterossexuais se apaixonam.”

Tão querido. And I suddendly fall in love with him. He's getting cute, isn't he?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Brevemente

Capítulo Quatro: A revolta
“Só me apercebi do que estava a fazer quando ouvi o som do meu dedo e do nariz dele a estalar.”

10/04/13